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Doces, os que eu adoro ou os de que preciso

La Jardinera - 20 de outubro de 2017

Estamos passeando pela rua principal de minha cidade. Todas as portas são de lojas, centros comerciais. E esta rua é especialmente a minha preferida.

Minhas estrelinhas, esta história é para vocês porque ainda preservam e têm aquele coração de criança e aquela esperança; e, como bem dito, a rua principal é a rua dos bombons, caramelos, doces, que não existem apenas em minha cidade, mas no mundo todo.

Uma menininha linda ia caminhando devagarinho porque já tinha feito suas compras e estava voltando para casa. Sempre passava diante daquela loja, ficava admirando a vitrine porque nela havia os bombons mais bonitos do mundo. Tinham umas cores especiais e, mais uma vez, lá estava ela diante da vitrine e, através do vidro, via aqueles doces.

O dono da loja já a conhecia e, quando a viu, ficou com pena dela e disse: “Entre! O que deseja?” - e ela disse: “Eu queria um doce daqueles bem coloridos...” “Muito bem!” “Mas não sei se pego o chocolate ou os outros.” - que brilhavam tanto quanto seus olhos.

Então o dono da loja pegou um pote de vidro - daqueles que vemos sempre nas confeitarias cheios de doces bem coloridos -, abriu-o e disse a ela: “Olhe, menininha, hoje você vai receber um presente. Coloque a mão dentro deste pote e retire todos os doces que conseguir pegar. Você vai levar todos, são para você, são gratuitos, não vai ter que pagar por eles.”

O rosto da garota se iluminou, seus olhos eram maiores que dois sóis, seu sorriso ia de orelha a orelha; e, com grande esperança de menina, enfiou a mãozinha no pote.

Com a mão dentro do potão, a menina encheu a mão até não poder mais. Encheu tanto que, ao tentar retirá-la, viu que não conseguia. Então abria a mão e voltava novamente a pegar. Tentava tirá-la e a história era sempre a mesma, mas, por mais que tentasse, a mão não saía. E o que aconteceu? Uma daquelas vezes, tirou a mão com apenas dois doces. Olhou para eles, eram bonitos e deliciosos, mas a menina estava com tanta raiva, com tanta raiva e com tamanho mau humor que largou-os e saiu correndo da loja sem nem mesmo fechar a porta. Estava aborrecida, não aceitava o fato de não ter podido tirar aquele punhado de doces.

Fazia birra, chorava, pronunciava palavras sem compreender. E o dono da loja a chamou e disse: “Não se preocupe, pegue, estou trazendo o punhado para você.” Ela olhou para ele, mas a raiva era tamanha que deu meia volta e foi embora desprezando os doces.

O doceiro ficou decepcionado, pois tinha oferecido os doces de bom coração, mas a menina foi embora com sua raiva, com seu mal-estar e continuou daquele jeito. Minhas pequenas estrelinhas, esta história é para vocês.

Na vida, a ganância nos faz perder o rumo. Não podemos ter mais do que aquilo que podemos comer, do que aquilo que podemos usar. A ganância fez com que a menina se perdesse.

Minhas jovens estrelas, se lhes compram um vestido, uns jeans, umas botas, FIQUEM FELIZES E AGRADEÇAM. Não queiram ter em dobro, nem marcas porque vai acontecer a vocês o que aconteceu àquela menina. TEMOS SEMPRE QUE RECEBER AQUILO DE QUE PRECISAMOS E NÃO AQUILO QUE QUEREMOS.

A muitos adultos já aconteceu e acontece a mesma coisa. Querem se apropriar dos bens dos outros, querem receber a glória, o sucesso dos outros e é preciso começar se contentando com apenas um doce, porque isso lhe fará mais feliz do que se tiver um quilo de doces e não souber com quem compartilhar.

Lembrem-se, estrelinhas, daquela menina que não conseguiu levar todos os doces da loja.

Com todo o meu amor!