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5 minutos ao dia mudarão sua vida!

“Uma hora tem preço?”

La Jardinera - 18 de novembro de 2017

Minhas queridas sementes,

Estamos na pirâmide com um sol cujos raios estão tão fortes que tivemos que colocar um boné, usar um guarda-sol. Mas que delícia e que alegria! Vamos compartilhar uma história que, como todas as outras, certamente vocês já viveram. É muito bom recordá-la.

Era uma vez, em uma família, um menino, que devia ter seus 6 ou 7 anos, e todos os dias ficava olhando pela janela para ver se via o carro de seu pai. Cada vez que o pai chegava, ele se jogava em seus braços, o abraçava e ficava contente e feliz. O pai perguntava como ele estava, se tinha se comportado bem na escola, se tinha estudado, e o menino sempre o abraçava. O pai dizia: “Venha me contar como foi seu dia”. E o menino sempre contava sobre o curso, as matérias de que gostava mais ou menos; sobre seus amigos, que eram muito importantes, às vezes não estava muito de acordo com um deles; e havia alguma menina também que talvez fosse um pouco mais especial, nem sempre estavam de pleno acordo, porque quando jogavam, ou bem ela ganhava ou aquela menina olhava para outro garoto, e ele não gostava nada disso.

Como todos os dias, o pai se lavava e se preparava para o jantar e depois descansar. O filho se abraçava a ele e não o largava.

De repente, o menino perguntou a ele: “Papai, papai! Quanto lhe pagam pela hora de trabalho? Quanto custa?” E o pai disse: “Por que você quer saber?”- e continuou: “Ih, meu filho, nem sua mãe sabe isso. Essa é uma conversa que não é importante para os filhos. Você tem de tudo, não lhe falta nada.” “Mas, papai, me diga quanto lhe pagam por uma hora? Quanto vale em dinheiro uma hora do seu trabalho? Quanto lhe pagam?”

Insistiu tanto que o pai disse: “Pagam 20 euros por uma hora do meu trabalho.” Então o filho disse: “Papai, por favor, você tem 10 euros?” “Para que você quer isso?” “Por favor, por favor, por favor, pode me dar 10 euros?” E o pai começou a pensar para que ele queria aquilo. E disse: “Ah, já estou vendo tudo. Então o seu amor é só por interesse. Por isso é que você gosta tanto de mim: para que eu lhe dê os 10 euros? Ah, malandrinho, já descobri sua artimanha”. “Não, papai, não, não! Mas me dê os 10 euros.” “Pois se é assim, estou indo.” E deu meia volta e o deixou.

O garoto chorou, e ficou muito triste. O pai foi para a sala de estar, se sentou e começou a pensar: “Só me pediu 10 euros. Talvez quisesse comprar alguma coisa para si, talvez quisesse fazer um presente surpresa para a mãe e não quisesse que eu soubesse. Se me pediu, deve ter uma razão.” A consciência daquele homem não o deixou tranquilo, pois tinha se arrependido. Mesmo que tivesse vindo cansado do trabalho e a única coisa que desejasse era jantar, assistir a um filme e ir diretamente para a cama, a consciência não o deixava tranquilo, e ele voltou para o quarto do filho. O menino estava sentado na cama. Olhou-o, mas não disse nada. Então o pai disse a ele: “Tome, aqui estão os seus 10 euros.”

“Ah, papai, OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO. Fico muito feliz!” O menino meteu a mão debaixo do travesseiro e pegou uma nota de 10 e disse ao pai: “Olhe, papai, já tenho os 20 euros. Dou-os a você para COMPRAR UMA HORA DO SEU TRABALHO. POR FAVOR, QUER FICAR COMIGO? Fique comigo por uma hora, só uma hora de seu amor, de seu carinho, de sua companhia me ajudarão a compensar pelos dias que passo sozinho, pelos dias que às vezes nem você, nem mamãe podem comparecer à reunião na escola, ou acompanhar-me no esporte ou na dança. Olhe, papai, aqui estão os 20 euros.”

Então o pai olhou para ele, e lágrimas vieram a seus olhos. “Como é possível?”- disse o pai. “Como tenho sido egoísta contando apenas com meu trabalho. Quanto tempo perdi indo ver a uma loja, indo ver se havia objetos que saíam, ficando no computador, indo tomar uma cerveja com os amigos e deixando para trás o mais importante da minha vida que era continuar cultivando aquele amor que 6 anos atrás tinha colocado uma semente da qual cresceu a vida. Durante esses 6 anos não tinha compreendido que é importante dar uma hora.

Abraçou o menino e disse a ele: “O que você deseja? Que brinquemos juntos, que leiamos um livro ou que caminhemos de mãos dadas?” O menino deu um grande sorriso e disse que não queria mais nada, porque já tinha tudo: seu pai lhe dera atenção e lhe dera aquele abraço.

Minhas estrelas, certamente vocês já viveram algum momento semelhante, não como pai e filho, talvez como esposa, como marido, como namorados ou amigos ou talvez como uma mãe que foi abandonada pelos filhos, que não se lembram dela, e essa mãe chora todos os dias, é levada ao hospital, está sempre com os médicos, sofre transfusões, nunca se queixa, mas seu coração chora porque seu filho tem ciúmes dela e não gosta dela, só quer que ela morra talvez para lhe deixar a herança; só ele sabe.

Também com relação à amizade. Aquele amigo ou amiga de toda vida que um dia encontra outra pessoa e não se lembra mais que você lhe deu a mão, que você lhe emprestou dinheiro, que você chorou com ele ou com ela, que compartilhou risos, amor e carinho.

Quanto custa uma hora? Quanto custa uma hora desse filho, daquela amiga ou amigo ou daquela mãe e daquele pai, dos avós e dos vizinhos?

Minhas sempre amadas sementes e estrelas, vou repetir isso sempre: vocês brilham mais que as estrelas. Cada instante que transmitem o Ensinamento, vocês dão uma hora de seu amor, vocês dão uma hora de doçura, dão uma hora para a alma, para o corpo e para o Universo. Cada vez que vocês compartilham, é uma hora sem fim, ou melhor, uma hora infinita.

Lembrem-se daquele menino, tenham-no sempre em mente, custa tão pouco dar um sorriso, não abandonem a Amizade verdadeira, não abandonem aquelas pessoas que gostaram de vocês em um determinado momento de sua vida, que os amaram, ou muitas mães que deram a vida por vocês ou pais que trabalharam por vocês. Há alguns que trabalharam em uma mina arriscando sua vida e depois seus filhos os trocam por estrangeiros.

O que vale mais: ir atrás dos 20 euros ou daquela hora? Não mintam! A pessoa que mente é a que não compreendeu e se aproxima do baixo-astral. A pessoa que mente é a que está na torre escura, a pessoa que mente é a que não quer ficar perto da Luz; mas vocês, minhas sementes, querem.

Achei esta história muito bonita, já sei que referir-se ao pai e à mãe é muito duro, porque nem sempre fizemos uma boa escolha, mas é claro que podemos escolher nossas amizades, as pessoas que queremos amar ou os animais. Temos sempre companheiros, cães, gatos, pássaros, peixes, tartarugas, e o amor que eles nos dão não tem preço, realmente não tem preço, também podem ser árvores e plantas, especialmente as flores.

Estou disposta a dar 20 euros por uma hora e poder contemplar a natureza desta montanha, dessas flores, dos tomates que ainda restam, das abóboras e das velhas pedras e sua linda terra, mas antes de tudo peço sempre para as minhas sementes o que há de melhor, a sorte, a fortuna e que seus sonhos sejam realizados.

Sejam felizes, minhas estrelas!

Com todo o meu amor!