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Voluntários em hospitais

Voluntários ensinam a meditação para profissionais de saúde da linha de frente no combate à covid-19 em hospitais brasileiros.

Grupos treinados para o atendimento em meio à pandemia estão atendendo em nove unidades e capacitando colaboradores dos hospitais, com  técnica que usa o potencial terapêutico das mãos.

A iniciativa da organização internacional Mãos Sem Fronteiras, de levar a meditação para o ambiente de atuação dos profissionais de saúde que estão atuando no enfrentamento à pandemia, criou uma rede de ajuda humanitária que já chegou a nove hospitais brasileiros. As equipes de voluntários começaram o trabalho há seis semanas, no Complexo Hospitalar do Trabalhador, em Curitiba (PR). Com os resultados da meditação e do atendimento aos colaboradores com a técnica terapêutica da Estimulação Neural, a ação foi ampliada. No HT e Centro de Reabilitação do Paraná, que fazem parte do complexo, além do atendimento, estão sendo oferecidas capacitações para que os profissionais possam usar a técnica em autoaplicação e também como apoio no atendimento aos pacientes.

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Outros sete hospitais fecharam a parceria com a organização e estão recebendo os voluntários para o auxílio a médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares. Na lista, estão a Santa Casa de Curitiba, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima e Hospital do Idoso Zilda Arns, além do Hospital de Clínicas da UFPR, cujos profissionais estão recebendo a ajuda no alojamento montado no estádio Couto Pereira. Também no Paraná, a Santa Casa de Ponta Grossa aderiu à ação e vai oferecer o curso intensivo do Mãos Sem Fronteiras para os funcionários na próxima semana. As equipes também estão trabalhando diariamente em São Paulo, no Hospital Pérola Byington e no Hospital do Servidor Público Municipal.

O grupo de voluntários é restrito a pessoas que passaram por treinamento para atuar em situações de calamidade. Recebemos oferta de apoio todos os dias, de pessoas do Brasil inteiro que também gostariam de ajudar. Mas, por questão de segurança sanitária, estamos nos revezando apenas entre os que já passaram pela capacitação. A escala permite atender em nove hospitais e estamos dispostos a atuar em outras unidades, mesmo que, para isso, seja necessário que todos façam o trabalho por várias horas diárias. A gente sabe que pode fazer a diferença na vida desses profissionais, que são verdadeiros heróis. Então vamos ampliar o trabalho e manter os atendimentos enquanto houver pandemia”, diz a embaixadora do Mãos Sem Fronteiras no Brasil, Lilian Miranda.

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A empresária e voluntária da organização coordena a ação com o apoio do embaixador da organização na França, David Miramond, que veio ao Brasil para reforçar a ajuda humanitária. “O que fazemos é ensinar a meditação e aplicar diferentes tratamentos com a técnica que é usada pelo Mãos Sem Fronteira em todo o mundo. A intenção é baixar os níveis de estresse, melhorar a qualidade do sono desses profissionais e prevenir crises de ansiedade, a depressão e o desequilíbrio emocional. O risco é alto para eles, que estão sob tensão, em escalas exaustivas de trabalho”, explica o embaixador.

Os atendimentos estão sendo feitos em salas isoladas nos hospitais, seguindo todos os protocolos de biossegurança para evitar o contágio. Os colaboradores das unidades podem receber os tratamentos nos intervalos de trabalho, já que os atendimentos são feitos em no máximo 15 minutos. Alguns grupos de profissionais participam de meditações coletivas de 5 minutos e estão adotando a prática diária com o uso do aplicativo da campanha 5 Minutos, Eu Medito também em casa. “Recebi o tratamento, fiz os 5 minutos diários de meditação, e isso me ajudou muito já na primeira semana. Eu andava muito estressada e isso melhorou minha qualidade do sono e o meu dia a dia. Me senti mais leve pra vir trabalhar e percebi que a tensão diminuiu bastante”, conta a técnica de enfermagem Lisandra Cochinski, que atua no Hospital do Trabalhador. Também no HT, o médico Alexandre Mansur aderiu à prática e recebeu o tratamento dos voluntários. “Isso ajuda a relaxar o sistema nervoso central. Essas técnicas integrativas são muito importantes no momento que estamos vivendo”, avalia. 

Além da ação nos hospitais, o Mãos Sem Fronteiras também criou uma rede de teleatendimento gratuito para o ensino do exercício. Voluntários de várias cidades brasileiras estão atendendo a população gratuitamente no call center de meditação. Os números estão disponíveis nas redes sociais do Mãos Sem Fronteiras Brasil e do aplicativo 5 Minutos, Eu Medito.

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